


Nunca gostei que me pusessem rótulos de feminidade, tais como delicadeza, sensualidade e todas aquelas coisas que vem incluídas no "pacote mulher". E como se estivesse numa luta, sempre me esforcei pra não ser reconhecida como tal.
Minha irmã, ao contrário, aos 13 anos, já desfilava um corpo cheio de curvas e peitos suntuosos. Com um incrível bom gosto, apesar da sua pouca idade, se vestía com roupas e acessórios que lhe fazíam parecer uma pequena mulher.
Sempre soube contemplar suas delicadezas, mas como algo distante, já que tinha certeza de que todo este universo pintado de rosa não tinha nada haver comigo.
Hoje Suzanne já tem 21 anos e sim, é uma grande mulher. Pra mim, ela sempre foi. Eu deixei de lutar e acabei encontrando minha feminidade, tão diferente e tão igual a dela. Continuo observando e admirando sua beleza e sempre que posso, pego minha câmera e levo ela comigo. Ela fala que nos completamos, e eu também penso assim.
Esta série de 3 imágens são capturas de rastros que deixa Suzanne quando sai do seu quarto. Quando entrava aí, esses pequenos detalhes me faziam perceber sua recém presença. Essas fotografias são pra mim, um retrato dela.